informativo 12 min leitura

Dispositivos Eletrônicos Cardíacos Implantáveis: O que é? Quem precisa? Como é viver com o dispositivo. Guia completo.

Dispositivos eletrônicos cardíacos implantáveis (marcapasso, CDI, TRC) são pequenos aparelhos que monitoram e regulam o ritmo do coração. Entenda quem precisa, como funciona a cirurgia, os cuidados pós-operatórios e o que muda no dia a dia.

Cuidar do coração envolve, em alguns casos, mais do que medicamentos e mudanças de hábito. Para certas condições, é necessário que um pequeno dispositivo, implantado de forma minimamente invasiva, ajude o coração a manter o ritmo adequado, a prevenir arritmias perigosas ou a melhorar a eficiência da bomba cardíaca. Esses dispositivos são chamados de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis (DCEI). Eles incluem o marcapasso, o desfibrilador cardíaco implantável (CDI), a terapia de ressincronização cardíaca (TRC) e os monitores implantáveis de longo prazo (ILR/ICM).

Este conteúdo foi preparado para pacientes e familiares que querem entender, em linguagem clara, como esses dispositivos funcionam, quem realmente precisa deles, como é o procedimento de implante, os cuidados no pós-operatório e, principalmente, como é viver com o dispositivo no dia a dia. Se você ou alguém da sua família recebeu a indicação de um desses dispositivos, este texto foi feito para você. Se a recomendação ainda gerar incerteza, nosso artigo sobre quando buscar uma segunda opinião antes da cirurgia pode ajudar a organizar as dúvidas.

Em resumo: dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis (DCEI) — marcapasso, CDI, TRC e monitor de eventos — são aparelhos colocados sob a pele que corrigem arritmias ou investigam desmaios. O implante é minimamente invasivo, com alta no mesmo dia na maioria dos casos, e a vida cotidiana retoma quase por completo com acompanhamento regular.


1. O que são dispositivos eletrônicos cardíacos implantáveis? Para quem eles são indicados?

Dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis são pequenos aparelhos colocados sob a pele ou sob o músculo peitoral, conectados ao coração por meio de cabos finos (cabos-eletrodos) ou, em alguns casos, implantados totalmente dentro do coração, sem fios externos. A indicação varia conforme o problema cardíaco.

Abaixo, cada tipo de dispositivo e para quem ele costuma ser recomendado:

1. Marcapasso (MP)

  • Um pequeno aparelho, menor que uma caixa de fósforos, que monitora o ritmo cardíaco 24 horas por dia.
  • Indicado para bradicardia sintomática, bloqueio cardíaco e outras arritmias em que o coração bate devagar demais. O marcapasso atua enviando pequenos estímulos elétricos, através dos eletrodos conectados ao músculo cardíaco, para manter o ritmo adequado. Esses estímulos normalizam a velocidade da batida do coração.
  • Pode ser de câmara única ou dupla dependendo da necessidade do paciente.

2. Desfibrilador Cardíaco Implantável (CDI)

  • Semelhante ao marcapasso, mas com capacidade adicional de detectar e tratar arritmias rápidas e perigosas, como taquicardia ventricular e fibrilação ventricular.
  • Basicamente é indicado para pacientes com alto risco de morte súbita por arritmias ventriculares.
  • Pode liberar choques elétricos para interromper uma arritmia de coração acelerado e restabelecer o ritmo normal do coração.
  • Também possui função de marcapasso.

3. Terapia de Ressincronização Cardíaca (TRC / CRT-P ou CRT-D)

  • Indicado para pacientes selecionados com grave insuficiência cardíaca.
  • Estimula simultaneamente os dois ventrículos, melhorando a eficiência da contração cardíaca e a qualidade de vida. Existe na versão marcapasso e associado ao desfibrilador.

4. Monitor Cardíaco Implantável (monitor de eventos ou looper implantável)

  • Pequeno dispositivo, do tamanho de uma tampa de caneta, implantado embaixo da pele do tórax.
  • Registra continuamente o ritmo cardíaco por meses ou anos.
  • Indicado para investigação de síncope (desmaios) de causa desconhecida, palpitações episódicas e detecção de fibrilação atrial após um derrame.

Tabela com os diversos tipos de dispositivos eletrônicos cardíacos: marcapasso, desfibrilador, marcapasso leadless, monitor de eventos


2. Como é a cirurgia de implante? É minimamente invasivo? O que há de mais moderno?

O implante de um DCEI é considerado um procedimento minimamente invasivo.

  • Não há necessidade de abrir o tórax (esternotomia) nem de usar circulação extracorpórea.
  • Na maioria dos casos, o procedimento é realizado sob anestesia local com sedação.
  • Antes do dia do implante, siga também as orientações de cuidados pré-operatórios indicadas pela equipe.

Passos do procedimento:

  1. Habitualmente é feita uma pequena incisão de 3–5 cm na região subclávia (abaixo da clavícula), podendo ser do lado esquerdo ou direito.
  2. Uma loja (um espaço) em posição submuscular (entre as costelas e o músculo peitoral) é criado para acomodar o gerador e os cabos.
  3. Os cabos-eletrodos são introduzidos pela veia subclávia e avançados até o interior do coração, guiados por fluoroscopia (raio-X dinâmico).
  4. Os terminais dos cabos são conectados ao gerador, e todo o sistema é acomodado na loja submuscular.
  5. O dispositivo é testado (limiar de captura, sensibilidade e impedância). Na sequência, os cirurgiões da nossa equipe orientam uma programação personalizada para as necessidades do paciente.
  6. A incisão é fechada com sutura absorvível (não precisa retirar os pontos).

Tempo médio de cirurgia:

  • Marcapasso simples: 45–60 minutos.
  • CDI: 60–90 minutos.
  • TRC (biventricular): 90–180 minutos.

Internação:

  • Desde 2020, com aprimoramentos da técnica cirúrgica e anestésica, a maioria dos nossos pacientes recebem alta hospitalar no mesmo dia. Mais segurança e conforto.
  • A rápida recuperação é possível graças à abordagem minimamente invasiva.

Tecnologias modernas:

  • Marcapasso leadless (sem cabos/eletrodos): implantado diretamente dentro do ventrículo por cateter, através de um pequeno orifício na virilha, sem incisão e sem cabos. Reduz complicações relacionadas a deslocamento, desgaste ou infecção de eletrodos.
  • CDI subcutâneo (S-ICD): o gerador e o eletrodo são posicionados totalmente fora das câmaras cardíacas, reduzindo riscos de infecção endovascular, lesão vascular e valvar.

3. Recuperação e cuidados no pós-operatório

Para um panorama mais amplo dos primeiros dias após cirurgia cardíaca, veja também nosso guia sobre recuperação no pós-operatório.

Repouso relativo no pós-operatório imediato:

  • Evitar movimentos bruscos do braço do lado operado por 4 semanas (para prevenir deslocamento dos cabos).
  • Não levantar peso acima de 5 kg com o braço do mesmo lado do aparelho.
  • Não dirigir por 4 semanas.
  • Dormir preferencialmente do lado oposto ao implante nos primeiros 30 dias.

Cuidados com a ferida operatória:

  • Manter o curativo limpo e seco. Não remover o curativo compressivo nas primeiras 24 horas.
  • No dia seguinte, durante o banho lave suavemente com sabonete antisséptico e enxugue com uma toalha separada, bem limpa e passada a ferro.
  • Observar sinais de infecção: vermelhidão progressiva, calor local, dor crescente, saída de secreção purulenta, febre.
  • Evite tocar o local do implante e, se necessário, apenas com as mãos limpas.

Sinais de alerta que exigem retorno imediato ao hospital:

  • Febre acima de 38°C.
  • Vermelhidão, inchaço ou saída de secreção no local da incisão.
  • Palpitações (batedeira) novas ou frequentes.
  • Tontura ou sensação de desmaio.
  • Choques do CDI (um choque isolado pode ser observado; dois ou mais choques exigem avaliação urgente).
  • Grande inchaço do braço ou pescoço do lado operado.

Retorno às atividades normais:

  • Caminhada leve: a partir do 1º dia.
  • Trabalho de escritório e pequenas atividades domésticas: 3–7 dias.
  • Exercícios aeróbicos e musculação (pouca carga): a partir de 4 semanas, com liberação progressiva.
  • Retorno total às atividades: 6–8 semanas, dependendo da avaliação clínica.

4. Viver com o dispositivo: o que muda no dia a dia?

A boa notícia é que a grande maioria dos pacientes com DCEI retoma uma vida completamente normal.

Interações com aparelhos domésticos:

  • Seguros: televisão, micro-ondas, geladeira, máquina de lavar, secador de cabelo, controle remoto, aspirador de pó, fogão de indução moderno. Desde que em boas condições de uso, sem soltar faíscas ou dar choques. Certifique-se que seu chuveiro elétrico está com aterramento adequado.
  • Cuidado: ímãs potentes (não carregar ímãs próximos ao dispositivo), capa de celular com ímã (manter o celular a pelo menos 15 cm do dispositivo — usar no outro ouvido). Não carregue seu celular no bolso da camisa. Não manipule geradores elétricos, sistema de injeção de automóveis e arco voltaico.
  • Sistemas de segurança: portais de bancos, lojas e aeroportos podem detectar o dispositivo. Apresente o seu cartão de identificação do DCEI.

MRI (Ressonância Magnética):

  • A maioria dos dispositivos modernos é MRI-condicional (compatível com ressonância sob condições específicas).
  • Antes de realizar a ressonância, é necessário realizar uma avaliação eletrônica na nossa clínica para:
  • Verificar se o dispositivo é MRI-condicional.
  • Reprogramar o dispositivo para modo seguro (modo MRI).
  • Dependendo da marca ou modelo, reprogramar de volta ao modo original após o exame.

Cirurgias e procedimentos futuros:

  • Se precisar de qualquer cirurgia ou procedimento com eletrocautério, informe ao cirurgião e anestesista que possui um DCEI.
  • O eletrocautério bipolar, ultra-sônico ou laser é preferível ao monopolar para minimizar interferência.
  • Quando o monopolar é imprescindível, é necessário realizar programação específica na nossa clínica ou no centro cirúrgico antes de iniciar a cirurgia.
  • Cardioversão elétrica pode resetar o dispositivo — ele deve ser avaliado e reprogramado após a cardioversão.

Radioterapia:

  • A radioterapia pode interferir com o funcionamento do DCEI.
  • Requer abordagem multidisciplinar com oncologista, cardiologista e eletrofisiologista.
  • Em alguns casos, o dispositivo pode precisar ser temporariamente reprogramado durante a sessão.

5. Posso praticar esportes com o dispositivo?

Sim. A prática de exercícios é não apenas liberada, mas recomendada para pacientes com DCEI — assim como em outras fases da reabilitação cardíaca — desde que o dispositivo esteja devidamente programado e o paciente esteja clinicamente estável.

Período inicial (primeiras 4–6 semanas após o implante):

  • Evitar exercícios intensos que envolvam o braço do lado operado (natação, tênis, musculação de braços, golfe, boliche).
  • Caminhadas leves são permitidas desde o primeiro dia.

Após liberação médica (geralmente a partir de 6 semanas):

  • Recomendados: caminhada, ciclismo leve, natação recreativa (sem batida violenta dos braços), dança, yoga, musculação leve a moderada.
  • Precaução: musculação muito pesada, levantamento de carga acima da cabeça, esportes com esforço muito intenso.
  • Evitar: esportes de contato direto (futebol, basquete, artes marciais, boxe) que possam causar trauma direto ao dispositivo.
  • A cada exercício, fique atento a sintomas como falta de ar desproporcional, tontura, palpitações ou dor no peito. Se ocorrerem, interrompa e contate nossa equipe.

Programação do dispositivo para atletas:

  • Em pacientes ativos, o limiar superior de frequência cardíaca (tracking rate) pode ser ajustado para permitir frequências mais altas durante o exercício.
  • Isto é feito em consulta de seguimento (follow-up) com o especialista da nossa equipe.

6. Monitoramento ou telemetria: como funciona e por que é importante? Moro longe ou tenho dificuldades de deslocamento, há alternativa?

A telemetria dos DCEI é importante para garantir o perfeito funcionamento do seu dispositivo e analisar eventos de arritmia registrados pelo seu dispositivo. A cada 4 a 6 meses você deverá comparecer à nossa clínica para realizar uma análise completa. Lá realizamos os testes elétricos dos cabos, avaliamos a carga da bateria e verificamos se houve eventos de arritmia ou outros alertas. Será confeccionado e fornecido um relatório detalhado, o que permitirá que seu cardiologista possa ajustar seus medicamentos pelos achados do exame.

Para pacientes que moram em regiões distantes ou têm dificuldades para se locomover até a nossa clínica, existe o monitoramento remoto.

Como funciona:

  • Você adquire um equipamento que ficará perto da cabeceira da sua cama e faz uma assinatura mensal para que possamos acompanhar seu dispositivo de forma ininterrupta.
  • O dispositivo transmite dados automaticamente (diária ou semanalmente) para uma plataforma segura via internet.
  • A equipe médica recebe alertas em tempo real sobre:
  • Bateria em nível crítico.
  • Problemas com os eletrodos (queda de impedância, perda de captura).
  • Arritmias ventriculares e atriais detectadas.
  • Episódios de terapia do CDI (choques, ATP — anti-tachycardia pacing).
  • Alerta de congestão/edema pulmonar (em dispositivos com sensor de impedância pulmonar).

Benefícios para o paciente:

  • Redução significativa de visitas presenciais ao consultório, sem perda da segurança.
  • Detecção precoce de problemas antes que se tornem sintomas.
  • Maior tranquilidade: o dispositivo "liga para o seu médico" automaticamente.
  • Em caso de viagem, o monitoramento continua funcionando normalmente.
  • Pacientes com CDI que usam monitoramento remoto apresentam menor risco de eventos adversos.

7. Quanto tempo dura o dispositivo? Quando trocar?

A duração do gerador varia conforme o tipo de dispositivo, a programação e o grau de dependência da estimulação do paciente.

Vida útil estimada por tipo de dispositivo:

  • Marcapasso câmara única (SR): 10 – 15 anos.
  • Marcapasso câmara dupla (DR): 8 – 12 anos.
  • CDI (transvenoso): 5 – 9 anos.
  • CDI subcutâneo (S-ICD): 7 – 12 anos.
  • CRT-P (TRC-marcapasso): 7 – 10 anos.
  • CRT-D (TRC-desfibrilador): 5 – 8 anos.
  • Leadless pacemaker (sem fios): 5 – 12 anos (dados preliminares).
  • Monitor cardíaco implantável (ILR): 2 – 4 anos.

O que reduz a longevidade da bateria:

  • Programação de alta voltagem de saída (muita energia por pulso).
  • Pacientes pacing-dependentes 100% do tempo.
  • Número elevado de terapias de choque ou ATP do CDI.
  • Funções auxiliares ativadas (monitoramento de FA, bioimpedância pulmonar, etc.).

Como saber que está chegando a hora da troca:

  • Durante as consultas regulares ou por transmissão remota, o dispositivo emitirá um alerta de "elective replacement indicator" (ERI) quando a voltagem da bateria cair abaixo de um limiar seguro.
  • É o momento ideal para programar a troca eletiva, com calma e planejamento, antes que a bateria chegue ao fim de vida.
  • Após o ERI, o tempo restante varia de 3 meses a 1 ano, dependendo do fabricante e do modelo.

Troca do gerador:

  • O procedimento de troca é mais simples que o implante inicial.
  • Com anestesia local e sedação, a loja é reaberta, o gerador antigo é desconectado e substituído por um novo.
  • Os cabos são testados; e se estiverem funcionais, são mantidos.
  • Tempo de cirurgia: 40 – 60 minutos.
  • Seguindo os protocolos de cuidados no intra e no pós-operatório, os pacientes operados pela equipe da Cardio Assist recebem alta no mesmo dia.

Troca e remoção de cabos-eletrodos:

  • Cabos com mais de 10–15 anos de implante têm maior risco de fratura, perda de captura ou isolamento comprometido.
  • É possível implantar um cabo novo e remover o antigo através de técnicas especiais de extração.
  • A extração de eletrodos é um procedimento especializado, com risco de complicações que exigem equipe treinada e suporte cirúrgico imediato. Conte com a expertise da equipe Cardio Assist caso você precise de remover/substituir um cabo de marcapasso.

8. Possíveis complicações: o que pode acontecer?

Estudos indicam que a taxa de complicações precoces (dentro dos primeiros 30 dias) após implante de DCEI varia entre 0,5% e 3%.

Complicações precoces (primeiras 4 semanas):

  • Hematoma na loja do gerador (acúmulo de sangue sob a pele).
  • Infecção da ferida operatória (vermelhidão progressiva, calor, dor, saída de secreção, febre).
  • Pneumotórax (ar no espaço pleural): causa falta de ar súbita e dor no peito.
  • Deslocamento do eletrodo (mais comum nas primeiras 2 semanas).
  • Perfuração cardíaca pelo eletrodo (rara, mas grave).
  • Trombose venosa do membro superior do mesmo lado do implante.

Complicações tardias (após a fase inicial):

  • Infecção tardia do dispositivo (pode ocorrer meses ou anos após o implante).
  • Erosão da pele sobre o dispositivo (o gerador fica visível sob a pele).
  • Fratura do cabo.
  • Perda de captura ou de sensibilidade.
  • Terapias inadequadas do CDI (choque sem necessidade).
  • Cardiomiopatia induzida por estimulação ventricular permanente.
  • Complicações relacionadas à bateria ou ao gerador.

9. Perguntas mais frequentes (FAQ)

Algumas dúvidas aparecem com frequência nas consultas. Veja respostas rápidas para as mais comuns.

Posso viajar de avião?

Sim. Avise a segurança e apresente o cartão de identificação do dispositivo.

O CDI dispara com um abraço ou contato físico?

Não. Ele só age diante de uma arritmia perigosa no próprio coração do paciente.

Posso usar o celular?

Sim, mantendo-o a pelo menos 15 cm do aparelho e preferindo o ouvido do lado oposto.

Posso fazer exames de tomografia, ultrassom e endoscopia?

Tomografias e ultrassons são 100% seguros e livres de restrições. A endoscopia ou colonoscopia também podem ser feitas, mas a equipe médica deve ser avisada caso haja a necessidade de biópsias com uso de bisturi elétrico (eletrocautério).

Quando volto ao trabalho?

Atividades de escritório costumam ser retomadas em 1 a 2 semanas; trabalhos pesados exigem liberação individual.

Preciso tomar antibióticos antes de procedimentos dentários?

Habitualmente recomenda-se uso de profilaxia com antibióticos em dose única antes de manipulação dentária. Consulte seu cardiologista ou nossos cirurgiões para a correta prescrição.

Perdi a minha carteirinha, o que devo fazer?

Na Cardio Assist emitimos um novo cartão para você, já personalizado com o seu nome e os dados do seu dispositivo. Tudo impresso diretamente no cartão, em português e inglês, facilitando seu acesso a aeroportos e viagens internacionais.

Cartão de identificação de dispositivo cardíaco implantável, com dados do paciente em português e inglês


10. Considerações finais

  • Receber a indicação de um dispositivo cardíaco pode gerar dúvidas e insegurança, e isso é completamente compreensível.
  • Entender o que é o aparelho, por que ele foi indicado e como será a vida com ele costuma transformar esse momento em um processo mais tranquilo e consciente.
  • Com acompanhamento adequado, a grande maioria dos pacientes retoma suas atividades e ganha mais segurança e qualidade de vida.
  • O cuidado compartilhado entre paciente, família e equipe é o que torna cada decisão mais segura.

Na Cardio Assist, você encontra atendimento exclusivo e personalizado, conduzido por profissionais altamente capacitados e apoiado por equipamentos modernos, calibrados e atualizados. Recebeu indicação de um DCEI e ainda tem dúvidas sobre o procedimento, a recuperação ou a vida com o aparelho? Agende sua consulta. Já possui um dispositivo implantado e deseja avaliação ou programação sob medida? Contate a nossa equipe de concierge e agende a sua telemetria.


11. Referências e fontes científicas

  1. SBC/SOBRAC/SBCCV. Diretriz Brasileira de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis – 2023. Arq Bras Cardiol. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abc/a/pDRmxH4KSgbVXNzjTLwG7rD/
  2. ESC. 2021 ESC Guidelines on Cardiac Pacing and Cardiac Resynchronization Therapy. Eur Heart J. 2021. Disponível em: https://academic.oup.com/eurheartj/article/42/35/3427/6358060
  3. AHA. 2024 Update on Cardiovascular Implantable Electronic Device Infections and Infective Endocarditis. Circulation. 2024. Disponível em: https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIR.0000000000001187
  4. Freeman JV et al. Long-Term Complications Related to Cardiac Implantable Electronic Devices: A Comprehensive Review. J Cardiovasc Dev Dis. 2025. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11942853/
  5. ACC. Review on Cardiac Implantable Electronic Devices: Key Points. February 2024. Disponível em: https://www.acc.org/latest-in-cardiology/ten-points-to-remember/2024/02/06/13/06/cardiac-implantable-electronic
Autoria e Revisão Médica Cirurgião Cardiovascular e área de atuação em Estimulação Cardíaca Eletrônica Implantável CRM 3947/MS RQE 2916 e 7740